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Mãe com Alzheimer processa nove filhos para pagarem pensão, em Goiás


Justiça determina que filhos ajudem com os cuidados da mãe com Alzhiemer em Goiás
Foto ilustrativa/Eduardo Ferreira/Dicom/DPE-GO
Uma mãe com Alzheimer processa os nove filhos para que eles paguem uma pensão para a mãe com Alzheimer em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), apenas uma filha, de 59 anos, é a principal responsável pelos cuidados com a mãe de 87 anos.
O g1 não localizou a defesa dos nove irmãos da filha até a última atualização desta reportagem.
A defensoria deu entrada na ação em 30 de janeiro deste ano. O processo principal é uma ação de alimentos em nome da mãe e pede uma tutela de urgência para o pagamento de uma pensão de R$ 4.554,00, valor divido para os nove filhos.
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A mãe alega que as duas vivem com dois salários-mínimos e que apenas uma das filhas ajuda de vez em quando. No dia 2 de fevereiro, uma decisão da Vara da Família e Sucessões determinou em decisão em caráter preliminar o pagamento da pensão.
“Tal medida se mostra um elemento necessário não só para garantir cuidados adequados e contínuos à idosa, mas também para preservar a saúde mental, física e a dignidade da filha responsável pelos seus cuidados”, diz a o documento.
Na decisão, a Justiça ainda determinou que os irmãos manifestem a vontade ou a recusa de participar de uma audiência de conciliação no prazo de 15 dias.
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Sobrecarga
De acordo com a DPE-GO, a filha buscou ajuda quando os vizinhos e o geriatra responsável pela idosa a incentivaram. Além de estar em estágio 4 de Alzheimer, a idosa também tem osteoporose e transtorno de personalidade histriônico.
Sem conseguir exercer atividades sozinha e precisando de cuidados diários e permanentes, ela está acamada e mora com a filha há sete anos. Além dos problemas de saúde da mãe, a filha também precisa lidar com seu próprio tratamento contra um câncer de mama.
“Ela relatou dificuldades para comparecer às consultas e dar continuidade ao acompanhamento médico, justamente pela falta de apoio dos demais irmãos no cuidado diário da mãe. A sobrecarga física e emocional, acumulada ao longo dos anos, tem impactado diretamente sua saúde e bem-estar”, disse a DPE-GO sobre o caso.
Segundo a defensoria, a filha diz que não entende o afastamento dos irmãos e que a mãe sempre foi presente. As aposentadorias das duas são usadas para pagar aluguel, contas básicas, medicações e itens básicos para a idosa.
A filha decidiu pela contratação de três cuidadoras, para revezamento durante os sete dias da semana. Segundo a DPE, o custo ficaria em torno de R$ 4.554, valor aprovado preliminarmente como pensão a ser depositada mensalmente pelos nove filhos.
A defensoria aponta que a medida busca não só garantir condições mínimas de cuidados e proteção à idosa, mas também preservar a saúde e o bem-estar da filha.
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